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ANTENA FLUMINENSE DE NOTÍCIAS

Notícias e atualidades

ABAFAR NOTÍCIA É PRÁTICA OFICIAL.

por Cimberley Cáspio, em 17.10.15

Por Cimberley Cáspio

 

Imagem: vermelho.org.br


Mesmo com a OMS divulgando que acabará com o ebola até o final do ano, a epidemia parece que não foi avisada sobre esse relatório, e continua ativa e matando na Guiné,Libéria e Serra Leoa. Também é fato que a doença já está nos E.U.A, Inglaterra e Espanha. E por que não estaria também no Brasil? O Exército brasileiro já declarou que devido a cortes no orçamento,afetará seriamente a vigilância na fronteira, que já é uma mãe. Passa tudo, por que não passaria o ebola também?


O país está sem governo. Caos, motim, e baderna social e política de norte a sul, leste e oeste. Armas e drogas entram com facilidade, prova é, o mandatário e domínio do tráfico em todo o Brasil. 


Centenas de policiais militares em São Paulo e no Rio de Janeiro, estão pedindo baixa. A corrupção é epidêmica em todas às instituições. Nunca pensaram na Pátria, sempre olharam para o próprio umbigo, e então, o que pensar, ou esperar, em relação do que entra, e do que sai pela fronteira no Acre ? Não há vigilância e nem triagem. 


O governo está dando bolsa-família para imigrantes, nada contra, mas o que está acontecendo de verdade que ainda não sabemos? Se o governo não abafar à notícia, a mídia comprada o faz.

 

Uma coisa é fato. Há milhares e milhares de imigrantes no país,e há milhões de doentes. Variações sem fim de enfermidades.Algumas até que nunca ouvimos falar. Mas não há estatísticas oficiais detalhadas das doenças, tratamento, quem são os enfermos, e onde moram. É tudo muito secreto.

 

Fonte: SIC Notícias

 

A MALDIÇÃO AMERICANA TEM FOME E É INSACIÁVEL.

por Cimberley Cáspio, em 13.10.15

Por Cimberley Cáspio

 

Imagem:desenvolvimentistas.com.br

 

Conforme divulgado no jornal A FOLHA DE SÃO PAULO, os E.U.A num ato de desespero, está lançando de paraquedas em território sírio, caixotes contendo toneladas de munição entre armas e granadas, aos rebeldes que lutam pela derrubada do governo de Bashar Al-Assad, onde ao mesmo tempo, estão se enfraquecendo devido a força de ataque dos aviões russos.


Com a entrada da Rússia na guerra da Síria, a máscara americana caiu por terra, e no desespero, o governo americano não se preocupa mais em esconder o que queria  esconder, o objetivo sinistro de conquista e ocupação, através da terceirização da guerra. 


A União Européia vem pedindo enfaticamente que os russos parem de atacar os rebeldes e se concentrem somente no Estado Islâmico, mas Putin faz ouvido de mercador e manda bala pra tudo quanto é lado. É inimigo de Assad, também é inimigo russo. 


E como vingança, os americanos estão municiando e treinando os militares ucranianos. E toda essa confusão está apavorando a  Europa, principalmente os países do leste europeu que dependem em muito do gás russo. Afinal o inverno está chegando e o estoque de carvão é limitado.

E.U.A NEGAM COMPARTILHAR COM OS RUSSOS, POSIÇÕES DO ESTADO ISLÂMICO.

por Cimberley Cáspio, em 12.10.15

Por Cimberley Cáspio

 

Imagem: operamundi.uol.com.br

 

Na guerra desencadeada sobre a Síria, os russos pedem aos E.U.A, o compartilhamento dos dados do Estado Islâmico, porém os E.U.A não querem revelar e nem entregar aos russos, documentos relativos à organização terrorista. 


Se os E.U.A compartilhasse com o governo russo, os dados restritos nos relatórios da CIA, o caminho para aniquilar de vez, tanto o Estado Islâmico, quanto à oposição armada contra Assad, ficaria mais fácil à empreitada russa e com menos obstáculo. Enfim,as propostas russas foram enviadas ao Pentágono, mas não houve retorno.


Independente disso, o governo russo continuará o trabalho, preparando o cenário para ações de solo, que fatalmente acontecerão,seja por soldados russos, chineses, ou de qualquer outro país que esteja a favor da empreitada liderada por Vladimir Putin. A China, Índia e o Irã, já aceitaram o convite para à "festa." O presidente russo, como ex-chefe da extinta KGB não vai revelar para à OTAN o pulo do gato.


Fato é que, a ação da OTAN sobre a Síria é uma escandalosa violação de soberania, diferente da Rússia, onde assim como os E.U.A , a Grã-Bretanha, também não vai apoiar às ações da Rússia, contra às "organizações" protegidas da OTAN. E por outro lado, os alvos atacados pela aviação russa, não terão à mínima possibilidade de resgate por parte americana e inglesa. O que quer dizer que todo investimento americano à oposição síria, o Estado Islâmico,  Al-Qaeda, Al-Nusra, como por exemplo, logística e treinamento, estão sendo pulverizados pelas bombas dos caças russos, e a investida de solo por parte do exército sírio até agora, por enquanto, até que as outras forças internacionais cheguem ao país e se integrem na caçada.


O primeiro-ministro inglês,David Cameron, em notícia ainda a ser confirmada, deu ordens aos caças ingleses que operam no Iraque, derrubar os aviões russos que entrarem no espaço aéreo iraquiano. A embaixada russa, já solicitou ao Ministério das Relações Exteriores britânico, que explique tal informação, divulgada por altas fontes anônimas militares britânicas. A partir daí, saberemos mais no próximo capítulo desse real episódio.


Fonte: Sputnik Brasil - http://br.sputniknews.com/mundo/20151011/2396610/gra-bretanha-pilotos-ataques-avioes-russos.html






SENADOR AMERICANO JOHN MACCAIN, INCITA OS E.U.A ATACAR O EXÉRCITO SÍRIO APOIADO PELA RÚSSIA.

por Cimberley Cáspio, em 09.10.15

Por Cimberley Cáspio

    
Imagem: ibi-qi.blogpot.com


A declaração do senador americano John McCain, de que os E.U.A devem atacar o exército sírio apoiado pela Rússia,em retaliação aos ataques russos à oposição armada contra o governo sírio, revelou que os E.U.A de fato criaram,treinaram e armaram não só a força de oposição que ataca o regime de Bashar al-Assad, como o próprio Estado Islâmico.

A declaração de McCain, é uma confissão de culpa dos E.U.A a toda destruição implantada no Iraque, na Síria, Afeganistão,Iêmen, Líbano, Líbia e leste da África.

Recentemente na ONU, Barack Obama, chamou Assad de tirano; e o rastro de destruição ianque, refletindo diretamente na população dos países em conflito, disseminando caos, miséria e fuga através de migração humana jamais vista na história, com milhares e milhares de mortes,inclusive de mulheres,idosos e crianças? De que podemos qualificar a ação de governos americanos? Tiranos? Monstros?

É fato que o senador John McCain participou de várias reuniões secretas no Oriente Médio,não só com opositores do governo sírio, como também com o líder do Estado Islâmico Abur Bakr al-Baghdadi, o qual, já foi prisioneiro em celas da CIA. E agora esse mesmo senador, fala que os E.U.A devem atacar o exército sírio, porém, se os E.U.A atacar o exército sírio, não estará também atacando a Rússia? Então ele acredita no poder militar americano e vai querer pagar pra ver?

Vamos ver se no final dessa história, o Tribunal Internacional de Haia, cumprirá o mesmo papel que cumpriu após o término da segunda grande guerra, quando condenou poderosos personagens alemães,culpados por genocídio. Fará a mesma coisa contra os americanos?

Fonte:http://br.sputniknews.com/mundo/20151008/2372360/mccain-eua-devem-responder-russia-siria.html



BRASILEIROS ILUSTRES POSSUEM 19 BILHÕES E 500 MILHÕES DE REAIS EM CONTAS SECRETAS NO HSBC.

por Cimberley Cáspio, em 07.10.15

Por Fórum Anti Nova Ordem Mundial - editado p/ Cimberley Cáspio

 

Resultado de imagem para Foto: contas bancárias secretas

Imagem: istoe.com.br



O banco britânico HSBC "ajudou" clientes ricos a evitar o pagamento de milhões de dólares em impostos por meio de sua filial na Suíça.

 

O programa de TV Panorama, da BBC, teve acesso a informações sobre contas de 106 mil clientes em 203 países. Contas vazadas em 2007 por um ex-funcionário do banco em Genebra, Herve Falciani.

 

HSBC disse ser "responsável por falha de controle no passado" e que clientes se aproveitaram do sigilo bancário para manter contas não declaradas, mas afirmou ter mudado suas práticas e estar colaborando com as autoridades.

 

"Reconhecemos que os padrões e cultura de diligência no banco privado suíço do HSBC, assim como na indústria como um todo, eram significantemente mais baixos do que hoje", a instituição acrescentou.

 

O banco agora é alvo de investigações nos Estados Unidos, na França, na Bélgica e na Argentina.Mas nenhuma medida foi tomada até agora contra o banco no Reino Unido, onde está sua sede.

 

Manter contas em outros países não é ilegal, mas muitas pessoas as usam para esconder dinheiro das autoridades fiscais de seus países. E, apesar de existirem formas legais para se pagar menos impostos, é ilegal esconder dinheiro para sonegar impostos. Segundo as acusações, o banco não somente fez vista grossa para a evasão de impostos como também ajudou ativamente alguns clientes a violarem a lei.

 

Quando foram introduzidas novas leis na Europa em 2005 obrigando bancos suíços a recolher impostos de contas não declaradas e repassá-los às respectivas autoridades fiscais, o banco escreveu aos clientes oferecendo formas de contornar os tributos.

 

Em um caso mostrado no Panorama, o HSBC deu a uma família abastada um cartão de crédito internacional para fazer saques de dinheiro não declarados em caixas automáticos no exterior. HSBC nega que os donos das contas listadas estavam evadindo impostos, mas autoridades francesas concluíram em 2013 que 99,8% de seus cidadãos na lista vazada provavelmente praticavam evasão fiscal.

 

Richard Brooks, ex-inspetor fiscal e autor de The Great Tax Robbery, disse: "Acredito que o banco tenha oferecido serviços de evasão fiscal. Eles sabiam muito bem que as pessoas os procuravam para evitar o pagamento de impostos".

 

INVESTIGAÇÃO CONJUNTA

 

As milhares de páginas de dados foram obtidas pelo jornal francês Le Monde. Em uma investigação conjunta, os documentos foram repassados para o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), ao jornal The Guardian, ao Panorama da BBC e a mais de 45 veículos de mídia ao redor do mundo.

 

Estes documentos incluem dados sobre 5.549 contas secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, com um saldo total US$ 7 bilhões (R$ 19,5 bilhões).

 

O HM Revenue and Customs, departamento governamental do Reino Unido equivalente à Receita Federal, recebeu os dados em 2010 e identificou 7 mil clientes britânicos que não pagaram impostos. Mas, quase cinco anos depois, apenas um deles foi processado.

 

Segundo o departamento, cerca de 135 milhões de libras (R$ 540 milhões) foram pagos até o momento em impostos, juros e multas por aqueles que esconderam dinheiro na Suíça.

 

O executivo que chefiava o banco na época do esquema, Stephen Green, foi nomeado secretário para Comércio e Investimento do Reino Unido oito meses depois do departamento do governo britânico ter recebido os documentos vazados e ficou nesta função até 2013.

 

"Por princípio, não comentarei sobre o passado do HSBC", ele disse ao BBC Panorama.

 

'PERSONALIDADES RENOMADAS'

 

Na Argentina, a Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP, na sigla em espanhol) denunciou a filial local do HSBC em novembro de 2014 por supostamente ajudar 4.040 cidadãos do país a evadir impostos.

 

A informação foi obtida pelo governo argentino por meio de um acordo de colaboração com a França.

 

O diretor da AFIP, Ricardo Echegaray, disse na época que entre os suspeitos havia "personalidades renomadas", mas não revelou suas identidades.

 

Entre os supostos beneficiados pela ajuda do HSBC suíço a clientes de mais de 200 países estão políticos, empresários, estrelas do esporte, celebridades, além de criminosos e traficantes, segundo a investigação.

 

O ICIJ diz que o banco tirou proveito de negociações com "comerciantes de armas..., assistentes de ditadores do Terceiro Mundo, traficantes de diamantes de sangue e outros delinquentes internacionais".

 

Segundo analistas, as recentes revelações certamente multiplicarão os pedidos por maior controle dos sofisticados esquemas usados por milionários e empresas multinacionais para evadir impostos.

 

 

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias...mpostos_rb

BANCO HSBC: MUITO ÁGUA AINDA VAI ROLAR DEBAIXO DESSA PONTE.

por Cimberley Cáspio, em 07.10.15

  :

  

Por Jean-Louis Conne - reproduzido de Fórum Anti Nova Ordem Mundial

  

Resultado de imagem para Foto: HSBC - O escândalo

Imagem:tijolaço.com.br

 

No outono europeu de 2009, quatro letras − H, S, B e C − lideravam as principais manchetes dos jornais quando um antigo funcionário desse célebre banco enviou ao fisco francês uma lista de clientes suspeitos de fraude. A mesma sigla aparece de novo em 2011, dessa vez no contexto da demissão anunciada de cerca de 30 mil pessoas. Mas o que está por trás dessas letras? Geralmente, elas são precedidas da expressão “banco britânico”, mas, na verdade, trata-se da abreviação de Hong Kong & Shanghai Banking Corporation. A trajetória dessa empresa de compradores[comerciantes] na China, com sede londrina com vista para o Rio Tâmisa, começa com uma história de ópio.

 

No início do século XIX, nasceu em Londres, capital do Império Colonial Britânico, a Companhia Peninsular e Oriental de Navegação a Vapor (P&O − Peninsular and Oriental Steam Navigation Company).1 Seu primeiro navio de carga a vela e a vapor, o San Juan, saiu das docas de Londres em 1° de setembro de 1837 para encalhar em águas rasas. Outros navios da companhia afundaram, entre os quais o Carnatic, cujos destroços foram encontrados nos recifes de Abou Nawas [no Mar Vermelho].

 

Mas a companhia sobreviveria à má sorte. Em 1839, a P&O assinou os contratos para o transporte do correio para Alexandria (Egito), via Gibraltar e Malta. Depois de se fundir com a Companhia Transatlântica de Navios a Vapor (Transatlantic Steamship Company), ela criou, em 1844, aquilo que se pode chamar de os primeiros cruzeiros de luxo no Mediterrâneo. Dez anos mais tarde, a P&O ligaria seu destino ao da Companhia de Navegação a Vapor das Índias Britânicas (BI − British India Steam Navigation Company), cujos navios transportavam o correio entre Calcutá (Índia) e Rangun (Birmânia). Seu proprietário, James Mackay, um administrador colonial escocês, iria se tornar presidente da P&O, a qual, por fim, absorveria a BI.

 

O próprio Mackay mantinha relações estreitas com Sheng Xuanhai, ministro dos Transportes da China na dinastia Qing (Manchu), a última a reinar, até a abolição do governo imperial em janeiro de 1912. Favorável à introdução da tecnologia ocidental apesar das tensões político-militares, Sheng se tornou defensor dessa causa especialmente em Xangai – onde fundou a Universidade Jiao Tong, orientada para a mecânica, engenharia e equipamentos militares –, depois em Hong Kong. Desempenhando um papel importante, ele promoveu a cidade como a mais tecnológica da China. Em 1902, Sheng e Mackay fecharam, em nome da China e do Reino Unido, um acordo conhecido como Tratado Mackay, que versava sobre a proteção de marcas e patentes.

 

Foi nesse contexto que outro escocês, Thomas Sutherland, entrou para a P&O. Ele fez carreira na empresa, colaborou para a construção das docas em Hong Kong e se tornou o superintendente da P&O, mas também o primeiro presidente da Hong Kong e Whampoa Dock, em 1863. Nessa época, 70% do frete marítimo estava relacionado com o ópio vindo das Índias, vendido aos chineses por negociantes britânicos e outros, para desespero das autoridades chinesas, que tentavam, em vão, fazer oposição a esse comércio.

 

Sutherland entendeu a mensagem: a configuração era ideal para o desenvolvimento de um banco comercial. Com outros, ele fundou em 1865 o Hong Kong & Shanghai Banking Corporation, o famoso HSBC. No conselho de administração, presidido por Francis Chomley, estava igualmente a sociedade comercial Dent & Co., cujo nome vem de seu criador, Thomas Dent. Em 1839, o alto funcionário chinês Lin Zexu, reconhecido por sua competência e rigidez moral, havia lançado contra ele um mandato de prisão com o objetivo de forçá-lo a abandonar seus armazéns de ópio, que violavam a proibição decretada pelas autoridades chinesas. Esse foi um dos elementos que provocaram a Primeira Guerra do Ópio, encerrada em agosto de 1842 pelo primeiro “tratado desigual”, o de Nanquim.

 

No fim da Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), as potências britânica e francesa imporiam a criação de concessões territoriais sob administração estrangeira, a abertura de vários portos chineses ao comércio estrangeiro e a legalização do comércio de ópio. O conflito terminaria cinco anos antes de Sutherland criar o HSBC. O banco escolheu bem o nome: alguns desses caracteres significam, em chinês, “reunir”, “colheita” e “riqueza”.

 

De fato, o HSBC reuniu suas primeiras riquezas graças à colheita do ópio das Índias, depois do Yunnan [província do Sudoeste da China]. Desde 1920, filiais se instalaram em Bangcoc e Manila. Depois de 1949, o banco concentrou suas atividades em Hong Kong e, entre 1980 e 1997, instalou-se nos Estados Unidos e na Europa. Só mudou sua sede social de Hong Kong para Londres em 1993, antes da devolução do território à República Popular da China, anunciada em 1997.

 

Em 1999, as ações do HSBC Holdings foram cotadas em terceiro lugar na Bolsa de Nova York. O grupo adquiriu a Republic New York Corporation (atualmente integrada à HSBC USA Inc.), assim como a empresa irmã Safra Republic Holdings SA (hoje HSBC Republic Holdings SA, em Luxemburgo). Em 2007, o grupo registrou um resultado recorde, descontado o pagamento de impostos, de US$ 24 bilhões, dos quais 60% vêm de mercados emergentes da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. Pela primeira vez, os lucros acumulados na China atingiram US$ 1 bilhão naquele mesmo ano − tanto quanto na França. Segundo resultados publicados em 1º de agosto de 2011, os lucros comerciais bancários do HSBC apresentaram um crescimento de 31%, e seu faturamento bruto se elevou a US$ 11,5 bilhões.

 

Desde o fim de 2010, é o escocês Douglas Flint quem manda nos destinos do HSBC Holdings. E, desde março de 2011, Laura May Lung Cha é a presidente adjunta, não executiva, do HSBC. Uma ascensão tão notável que a fez delegada de Hong Kong no 11° Congresso da República Popular da China...

 

Fonte: http://www.diplomatique.org.br/edicoes_e....php?id=74

 

 

 

BANCO HSBC: COMO NASCE E COMO SE DESENVOLVE UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA.

por Cimberley Cáspio, em 07.10.15

Por Fórum Anti Nova Ordem Mundial - editado p/ Cimberley Cáspio

Imagem: mafarricovermelho.blogspot.com


Um novo relatório da Subcomissão Permanente do Senado dos EUA acerca das Investigações acusa HSBC de expor o sistema financeiro dos Estados Unidos aos riscos que derivam duma ampla gama de ilícitos. O relatório de 335 páginas, U.S. Vulnerabilities to Money Laundering, Drugs, and Terrorist Financing: HSBC Case History ("Vulnerabilidade dos Estados Unidos à lavagem de dinheiro, drogas e financiamento do terrorismo: o caso HSBC") foi publicado no final de uma investigação de um ano acerca da filial americana da HSBC, a HSBC Bank USA, mais conhecida como HBUS. 

 

O que há nesse relatório? Muitas coisas: entre os serviços oferecidos pelas agências e correspondentes bancários do HSBC.Há negócios ligados ao terrorismo, o transporte aéreo ou em carros blindados de bilhões de Dólares em dinheiro por meio do departamento London Banknotes, envolvendo compensação de cheques de traficantes de droga mexicanos e de mafiosos russos através das Ilhas Cayman. Da sede de Londres, os managers do banco fornecem aos criminosos o que for preciso para organizar as atividades ilegais. 

 

Somente em 2008, o Senado revelou que a agência do banco nas Ilhas Cayman geria 50.000 contas bancárias e conseguiu fazer desaparecer 7 bilhões de Dólares em dinheiro do México e fazê-los reaparecer nos Estados Unidos. 

 

Afirma o Presidente da Subcomissão Carl Levin: Uma maneira de trabalhar profundamente poluída por um longo período de tempo. Vai demorar para que o banco possa mudar de rumo.


E que diz o banco? O porta-voz do HSBC, Robert Sherman, num comunicado que foi enviado por e-mail, afirmou: "Reconhecemos que, no passado, não fomos capazes de satisfazer as necessidades dos órgãos reguladores e dos clientes [o que tecnicamente não é correto: parte deles com certeza estavam bem satisfeitos. Vamos pedir desculpa, vamos reconhecer tais erros, vamos responder pelas nossas ações e vamos fazer um esforço para corrigir o que deu errado.

 

Mostrando arrependimento, o diretor executivo de cumprimento das normativas do banco, David Bagley, disse à comissão:"Apesar dos melhores esforços e das boas intenções de muitos profissionais dedicados, o HSBC não está a altura das nossas próprias expectativas e das expectativas dos nossos reguladores. Recomendo ao grupo que este é o momento certo para mim e para o banco, a fim de que possa ser outra pessoa a desenvolver a função de diretor executivo do grupo.

 

E, tanto para ser coerente, logo a seguir Bagley pediu demissão. Uma grande performance, que teria sido perfeita só se alguém tivesse falado da compensação milionária que será recebida pelo mesmo Bagley. O qual, que fique claro desde já, nem um dia na prisão passará. Nem ele, nem Lord Stephen Green, ex-Presidente e Chefe Executivo do HSBC, atualmente Ministro de Estado pelo Comércio e Investimento no governo inglês (frase célebre: "O mercado necessita recuperar a noção do que é certo e apropriado para fazer negócios", The Independent, 02 de Março de 2009). 

 

Entre 2003 e 2010, Lord Green estava no comando de várias operaçóes que envolviam The Bank of Bermuda Ltd., HSBC Mexico SA, HSBC Private Banking Holdings (Suiça) SA e HSBC North American Holdings Inc., todos os principais atores dos escândalos mencionados no relatório. Um homem com faro, sem dúvida: no ano passado abandonou o barco e juntou-se ao governo conservador de David Cameron. 

 

Mas a plena responsabilidade de Green ficou demonstrada no Senado, que também citou os correios eletrónicos enviados pelo mesmo. Que reagiu assim (The Telegraph, 25 de Julho de 2012): Não acho que tenho de responder por ações particulares, como presidente e diretor duma empresa sou responsável por aquilo que a sociedade faz. HSBC tem lamentado as falhas, eu compartilho este arrependimento. Ou seja: está arrependido, e sobra arrogância. Nada de considerar a demissão do governo de Cameron, nem pensar, pois Green afirma estar muito ocupado no papel que lhe foi atribuído. E se estiver ocupado, bom, não há muito para fazer. Doutro lado, demitir-se porquê? Não tinha sido ele o mesmo Lord Green, bispo ordenado da Igreja da Inglaterra, que publicou o livro "Bons Valores: reflexões sobre o dinheiro, a moralidade e um mundo incerto"? 

 

Todas as atenções, portanto, estão concentradas no sucessor de Lord Green, Stuart Gulliver, que ainda antes de dizer "lamento", já avisou os funcionários para que seja feito o "melhor" e definiu como "inaceitável" a atitude da empresa.


O "Melhor"? "Inaceitável"? Mas onde trabalhava Gulliver antes de ser eleito presidente do HSBC? Resposta: no HSBC, como diretor da filial americana (a HBUS), do HSBC Latin American Holdings Ltd. e da HSBC Bank Middle East Ltd, as mesmas filiais repetidamente citadas no relatório do Senado. Trabalhos para os quais Gulliver recebeu, em 2010, 9 milhões em ações além da paga base de 826.000 Libras (1.200.000 Dólares, mais ou menos).

 

Mas voltamos ao relatório, que fala abertamente de "financiamento ao terrorismo". Uma acusação particularmente pesada, sobretudo num País, os Estados Unidos, que fizeram da luta ao terrorismo um autêntico grito de guerra. Por isso: o que significa "financiamento ao terrorismo"?

 

Bancos, religião, banditismo

 

Anos antes dos aviões (?) se despecarem nas Torres Gémeas e no Pentágono, matando quase 3.000 pessoas, os serviços secretos americanos tinham começado a investigar as ligações fraternas entre os bancos de dados usa-deita de Osama Bin Laden, isso é, Al-Qaeda, e importantes instituições financeiras. 

 

No livro de 1999 Dollars for Terror (Dólares para o Terror), o jornalista Richard Labévière regista as palavras de um antigo analista da CIA: "A política de orientar a evolução do islamismo e ajudar os muçulmanos contra os nossos adversários funcionou maravilhosamente no Afeganistão contra o Exército Vermelho. As mesmas ténicas podem ainda ser usadas para desestabilizar o que resta do poder russo e acima de tudo conter a influência da China na Ásia Central."


O alvorecer de uma nova Guerra Fria? Não. Na verdade era mesmo Guerra Fria, só que desta vez estava elegantemente disfarçada como think-tank e ONGs ocidentais: numa época caracterizada por constantes fluxos de informações, é fácil pegar nos velhos hábitos e rotulá-los como "intervenção humanitária" ou "defesa da liberdade".

 

Apesar da fachada, o terrorismo islâmico (ou alegado tal) forneceu uma importante contribuição à causa americana: permitiu intervir no âmbito das soberanias nacionais com o álibi da "luta ao terrorismo", tornando privados (dos bancos) patrimónios públicos. O mesmo Labévière fala em "privatização da violência e privatização da economia que tornaram-se paradigmáticas":


Na verdade, deixando de lado qualquer motivação religiosa, a Jihad está a tornar-se uma atividade com fins lucrativos. Transformou-se numa organização mafiosa que afunda no puro banditismo. Em muitos casos, a ideologia islâmica é usada como um funcionário modelo que trabalha duro para desenvolver o banditismo em todas as suas formas. 


Os delegados de Bin Laden foram muito bem recebidos pelos legais das sociedades de Wall Street e das Bahamas, pelos administradores em Genebra, Zurique e Lugano, ou nas salas de chá de Londres. Labévière até perguntou se estas novas formas de terrorismo não escondem na verdade uma fase superior do Capitalismo.

 

Claro que ao falar de Bin Laden falamos da fachada, da ação de marketing: os responsáveis, os arquitetos destas operações, que não vivem em grutas no meio do Afeganistão.

 

Para perceber como pode nascer e desenvolver-se uma organização terrorista temos que seguir outros trilhos: velhos agentes da CIA ou do Pentágono, dinheiro, bancos. E se HSBC pode ter feito vista grossa perante o financiamento ao terrorismo, outros bancos parceiros parecem bem mais envolvidos no surgimento "do nada" desta nova "Finança". Como o banco Al Rajhi Bank de Riyadh, a maior instituição financeira privada da Arábia Saudita. 

 

Com ativos na ordem de 59 bilhões de Dólares, o Al Rajhi está entre os mais ricos do reino. Os investigadores descobriram que, após 9/11 foram encontradas evidências de que o banco Al Rajhi e alguns dos seus donos tinham ligações com organizações associadas ao financiamento do terrorismo e também que um dos fundadores do banco tinha sido um benfeitor financeiro da Al-Qaeda. Enquanto a família Al Rajhi nega qualquer papel neste aspecto, não respondeu abertamente às acusações dos investigadores e dos tribunais competentes, invocando o direito de confidencialidade dos seus clientes. 

 

O repórter Glenn R. Simpson provou que, de acordo com um relatório da CIA em 2003, um ano depois de Setembro de 2001 o Sr. Al Rajhi ordenou que o Conselho de Administração do banco encontrasse instrumentos financeiros que permitissem que as contribuições de caridade feitas pelo banco evitassem o escrutínio dos funcionários do governo saudita. Poucas semanas antes, como revelou o Wall Street Journal, o Sr. Al Rajhi tinha transferido 1,1 bilhões de Dólares em contas no estrangeiro, através do mecanismo de compensação e de dois bancos libaneses, preocupado de que as autoridades dos EUA e da Arábia pudessem congelar os seus bens. Este relatório foi chamado de "Al Rajhi Bank: extremismo financeiro". 

 

Apesar da inteligência dos EUA reconhecer que os terroristas usassem as filiais remotas do banco e os serviços de transferência de dinheiro sem o conhecimento direto do mesmo banco, os analistas da CIA tinham chegado à conclusão de que "membros da família Al Rajhi sempre apoiaram os extremistas islâmicos e, provavelmente, sabiam que os terroristas estavam usando o banco." 

 

É verdade que é preciso aproximar-se dos relatórios da CIA sempre com uma saudável dose de ceticismo, especialmente à luz do hábito da CIA usar os extremistas (como Al-Qaeda) como próprias armas. E o fato das administrações Bush e Obama terem ignorado estas informações explica muito acerca das reais intenções políticas de Washington.

 

Todavia é certo que Lord Green e outros funcionários do HSBC estivessem cientes das acusações da CIA e com certeza a inteligência britânica MI6 tinha advertido as chefias do banco sobre os riscos envolvidos.


Nota do Editor: nada muito diferente da Operação Lava Jato aqui no Brasil, e as inúmeras contas bancárias voláteis milionárias descobertas em instituições financeiras nacionais e internacionais. O processo é o mesmo. Só com ajuda da lavanderia bancária, é que o crime se desenvolve, e dá forma à poderosas organizações mafiosas.

 

Fonte: http://informacaoincorrecta.blogspot.com...rte-i.html

UBER: EM LONDRES, O TAXI PRETO DEVE ADAPTAR-SE OU MORRER.

por Cimberley Cáspio, em 04.10.15

Por Rebecca Burn-Callander, - editado p/ Cimberley Cáspio

 

 Sir Richard Branson

 

Sir Richard Branson pesou no debate do Uber, alegando que qualquer tentativa de repressão, vai doer nos consumidores do Reino Unido.

 

O bilionário dono das empresas Virgin de táxi tradicionais de Londres alegou "aceitar" um novo modelo no setor, e eles devem "abraçar ou mudar o que estão fazendo".Você não pode parar o progresso e você não pode voltar o relógio

 

Sir Richard, que fez  carreira quebrando monopólios de longa data, disse que qualquer tentativa de bloquear o crescimento do Uber será inútil.

 

"Você não pode parar o progresso e você não pode voltar o relógio", disse ele, falando no evento Virgin StartUp Foodpreneur em Londres. "Uma vez que você deixa o gênio fora da garrafa e as pessoas estão se beneficiando de alguma coisa, você não pode colocá-lo de volta."

 

"Os países que tentam proibir o Uber estão segurando-se para trás", disse ele. "É como  proibir o Google porque ele está competindo com a educação. Você deve abraçá-lo. "

 

O fundador do Grupo Virgin disse que ele tinha sido apanhado pelas tecnologias emergentes no passado, e tinha aprendido a se adaptar, ao invés de tentar ficar no caminho do progresso.

 

"Eu fui posto para fora do negócio por novas inovações: iTunes destruiu meu maior negócio", disse ele. "Então nos mudamos para telefones, trens, clubes de saúde, móveis e para o espaço."

 

Ele alegou que os lobistas de grupos de taxi que estão lutando para conter a expansão da Uber na capital deve "aceitar o Uber, abraçá-lo ou mudar o que estão fazendo". Ele acrescentou: "É o momento de alguém criar algo que é de melhor valor para o consumidor, você só tem que aceitá-lo." Sir Richard já havia investido em Hailo, um aplicativo de smartphone que ajuda a conectar-se com os passageiros, dizendo que tinha "a famosa cena de táxi de Londres revitalizada".

 

As novas propostas que foram reveladas pelo The Telegraph nesta quarta-feira, representam a mais recente repressão ao Uber por vários reguladores de todo o mundo.

 

"Estas novas regras burocráticas não vão melhorar o taxi tradicional," Jo Bertram, gerente geral do Uber para o Reino Unido, Irlanda e Países Nórdicos, disse. "Eles são projetados para responder às preocupações dos motoristas de táxi preto, que se sentem sob pressão do aumento da concorrência."

A indústria do táxi preto de Londres foi severamente atingida pela ascensão do serviço, o que resultou em 15.000 novos drivers Uber minicab na capital.

 

O Uber se tornou o garoto-propaganda para a "economia de partilha", que refere-se a empresas que utilizam tecnologias de internet para conectar grupos distribuídos de pessoas e fazer melhor uso dos bens, habilidades, serviços, capitais e espaços. A empresa está agora avaliada em US $ 30 bilhões estimado.

Qualquer movimento para travar o seu progresso no Reino Unido poderia ser visto como hipócrita, como o Governo tem feito em relação ao  apoio para a partilha de empresas de economia clara, alardeando os benefícios ambientais e econômicos de partilha de passeio e serviços de quartos de aluguel.

 

"Há coisas que o governo pode fazer para melhorar a economia de partilha", disse Sir Richard. "Mas não pode fundamentalmente fazer o relógio andar para trás. Sem esquecer que o taxi preto em Londres é caro, e o Uber com preço mais barato, e atendimento diferenciado, é sucesso de fato. Ficar na frente do progresso,com certeza será atropelado,"completou.

 

Fonte: The Telegraph

ASSIM NASCEM OS BANCOS.

por Cimberley Cáspio, em 04.10.15

Por Vladimir Safatle — CartaCapital - editado p/ Cimberley Cáspio

 

Imagem:jcattelan.com.br

 

Estamos em 1860. O Império Britânico acaba de vencer a famosa “Guerra do Ópio” contra a China, talvez uma das páginas mais cínicas e criminosas da história cínica e criminosa do colonialismo. Metade do comércio da Inglaterra com a China baseia-se na venda ilegal de ópio. Diante da devastação provocada pela droga em sua população, o governo chinês resolve proibir radicalmente seu comércio. A resposta chega por uma sucessão de guerras nas quais a Inglaterra vence e obriga a China a abrir seus portos para os traficantes e missionários cristãos (uma dupla infalível, como veremos mais à frente), além de ocupar Hong Kong por 155 anos.

 

Em 1860, guerra terminada, os ingleses tiveram a ideia de abrir um banco para financiar o comércio baseado no tráfico de drogas. Dessa forma apoteótica, nasceu o HKSC, tempos depois transformado em HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), conhecido de todos nós atualmente. Sua história é o exemplo mais bem acabado de como o desenvolvimento do capitalismo financeiro e a cumplicidade com a alta criminalidade andam de mãos dadas.

 

A partir dos anos 70 do século passado, por meio da compra de corporações nos Estados Unidos e no Reino Unido, o HSBC transformou-se em um dos maiores conglomerados financeiros do mundo. No Brasil, adquiriu o falido Bamerindus. Tem atualmente 270 mil funcionários e atua em mais de 80 países. Sua expansão deu-se, em larga medida, por meio da aquisição de bancos conhecidos por envolvimento em negócios ilícitos, entre eles o Republic New York Corporation, de propriedade do banqueiro brasileiro Edmond Safra, morto em circunstâncias misteriosas em seu apartamento monegasco. Um banco cuja carteira de clientes era composta, entre outros, de traficantes de diamantes e suspeitos de negócios com a máfia russa, para citar alguns dos nobres correntistas. Segundo analistas de Wall Street, a instituição financeira de Nova York teria sido vendida por um preço 40% inferior ao seu valor real.

 

Assim que vários jornais do mundo exibiram documentos com detalhes de como a filial do HSBC em Genebra havia lavado dinheiro de ditadores, traficantes de armas e drogas, auxiliado todo tipo de gente a operar fraudes fiscais milionárias e a abrir empresas offshore, a matriz emitiu um seco comunicado no qual informava que tais práticas, ocorridas até 2007, não tinham mais lugar e que, desde então, os padrões de controle estavam em outro patamar. Mas não é exatamente essa a realidade.

 

Em julho de 2013, a senadora norte-americana Elisabeth Warren fez um discurso no qual perguntava: quanto tempo seria ainda necessário para fechar um banco como o HSBC? A instituição havia acabado de assumir a culpa por lavagem de dinheiro do tráfico de drogas mexicano e colombiano, além de organizações ligadas ao terrorismo. Tudo ocorreu entre 2003 e 2010. A punição? Multa irrisória de 1,9 milhão de dólares.

 

Que fantástico. Entre 2006 e 2010, o diretor mundial do banco era o pastor anglicano (sim, o pastor, lembram-se da Guerra do Ópio?) Stephen Green, que, desde 2010, tem um novo cargo, o de ministro do gabinete conservador de David Cameron, cujo governo é conhecido por não ser muito ágil na caça à evasão fiscal dos ricos que escondem seu dinheiro. Enquanto isso, os ingleses veem seu serviço social decompor-se e suas universidades serem privatizadas de fato. O que permite perguntas interessantes sobre quem realmente nos governa e quais são seus reais interesses.

 

Alguns fatos são bastante evidentes para qualquer interessado em juntar os pontos. Você poderia colocar seus filhos em boas escolas públicas e ter um bom sistema de saúde pública, o que o levaria a economizar parte de seus rendimentos, se especuladores e alguns correntistas "especiais" não tivessem a segurança de bancos como o HSBC, lhes dando auxilios, com toda a sua expertise, na evasão de divisas e  fraude fiscal. 

 

Traficantes de armas e drogas não teriam tanto poder se não existissem bancos que, placidamente, oferecem seus serviços de lavagem de dinheiro com discrição e eficiência. Se assim for, por que chamar de “bancos” o que se parece mais com instituições criminosas institucionalizadas de longa data?

 

Nota do Editor: Bem,de qualquer forma, aqui no Brasil, o Bradesco comprou o HSBC pela merreca de 6 bilhões de dólares, e agora detém um ativo de 1 trilhão e 200 bilhões de dólares. Com a compra do Bradesco, abafou às notícias sobre o HSBC, e protege nomes interessantes de brasileiros e empresas brasileiras na lista da mal-afamada instituição bancária internacional, que provavelmente nunca mais saberemos o conteúdo e teor de quem  nela está.

GRÉCIA: A VENEZUELA EUROPEIA.

por Cimberley Cáspio, em 03.10.15
Por Pangea Today e lefimerida - editado p/ Cimberley Cáspio

    Imagem: adribosch.wordpress.com

Já se passaram três meses desde que os controles de capitais foram impostos pela primeira vez sobre o sistema bancário grego e os primeiros sinais de escassez no mercado já são claramente visíveis.

Plásticos, produtos químicos, metais e materiais de embalagem são alguns dos primeiros itens que foram desaparecendo, afetando o setor de fabricação local. No varejo, as carências mais importantes são observadas em vestuário, peças para veículos e máquinas em geral, uma vez que estes produtos são de baixa prioridade quando se trata de aprovar pedidos de importação.

Até agora, o pior foi evitado, como os temores de escassez de alimentos e medicamentos, não se concretizaram. De 20 de junho a 15 setembro, mais de 515 milhões de euros (US $ 580 milhões) foram aprovados para a importação de produtos alimentares e 234 milhões de euros (US $ 263 milhões) para medicamentos.

Mas algumas prateleiras vazias nos supermercados indicam problemas com vários outros produtos. Fornecedores têm evitado transações com empresas locais com problemas de fluxo de caixa. Há também o risco de um aumento de preços, e como as empresas de varejo são incapazes de colocar grandes encomendas no mercado, preferem entregas menores e mais freqüentes.