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ANTENA FLUMINENSE DE NOTÍCIAS

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MANCHADA POR ACUSAÇÃO DE TRABALHO ESCRAVO NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS, A NESTLÉ FINALMENTE COMEÇA A SE MEXER.

por Cimberley Cáspio, em 29.11.15

Por Nuestromar - editado p/ Cimberley Cáspio

 

              Imagem: gazetadopovo.com.br

 

Uma auditoria abrangente por parte da gigante de alimentos, Nestlé, determinou o abuso de trabalhadores dos produtos da pesca de captura na Tailândia.

 

Empobrecidos trabalhadores migrantes na Tailândia são atraídos por falsas promessas e forçados a trabalharem nas cadeias de abastecimento e processamento de peixe  da gigante mundial de alimentos.

 

A revelação incomum vem da própria Nestle SA, em Genebra, que num ato de autocrítica anunciou os resultados da sua investigação interna. O estudo descobriu que praticamente todas as empresas americanas e europeias que comercializam  frutos do mar da Tailândia estão expostas aos mesmos riscos de abusos trabalhistas em suas cadeias de suprimentos.

 

 A Nestle SA, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, abriu  inquérito em Dezembro de 2014, depois de relatos e denúncias na mídia e por parte de ONGs que investigam às condições de trabalho brutal, o qual, em grande parte não são regulamentados.

 

Suas descobertas ecoam às da Associated Press que vem relatando durante este ano à escravidão na indústria de frutos do mar que resultaram no resgate de mais de 2.000 pescadores escravos, os quais, originários de países vizinhos da Tailândia como Mianmar e Camboja.

 

Os traficantes cobram taxas para fornecer  tripulação e também do trabalho ilegal em navios de pesca, nos portos, fábricas e fazendas de frutos do mar em toda Tailândia. Para os atravessadores de carga humana, é um negócio altamente lucrativo no país do Muay Thai.

 

"Às vezes, quando um pescador cai ao mar, simplesmente desaparece. Quando alguém morre, ele é atirado ao mar." Disse um trabalhador birmanês para à organização sem fins lucrativos Verité, encomendada pela Nestlé.

 

"Eu tenho trabalhado neste barco por 10 anos. Eu não tenho poupança. Eu estou sobrevivendo", disse outro. "A vida é muito difícil aqui."

 

Ao publicar os relatórios, a empresa traçou uma estratégia para solução do problema em 2016 - como parte dos esforços em curso para proteger os trabalhadores. Ela está empenhada em impor novas exigências em matéria de direitos humanos para todos os potenciais fornecedores e proprietários de barcos, como também os mestres das embarcações. A Nestlé também planeja fiscalizar e monitorar os fornecedores, com a presença de auditores externos para garantir que à mudança esteja em andamento.

 

"Como temos dito, o trabalho forçado e abusos de direitos humanos não têm lugar na nossa cadeia de suprimentos", disse Magdi Batato, vice-presidente executivo da Nestlé, encarregado de operações. "Acreditamos que, trabalhando bem mais perto dos fornecedores, possamos fazer uma diferença positiva no fornecimento de ingredientes." Além disso, a empresa tem o compromisso de informar sobre os progressos anualmente.

 

Fonte: The Associated Press.