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ANTENA FLUMINENSE DE NOTÍCIAS

Notícias e atualidades

MILITAR NO EXERCÍCIO DO DEVER,TAMBÉM É DIVINO.

por Cimberley Cáspio, em 19.12.14

Por Cimberley Cáspio

Câmera do supermercado que flagrou o assassinato

em 27 de fevereiro de 2005.

 

 

"O expediente do supermercado já tinha terminado e o vigilante disse que ninguém podia fazer compra.

 

Então o juiz (de camisa listrada) puxou o gatilho à queima-roupa. 

 

Foi questão de segundos, mas o vigilante teve tempo para implorar para não ser morto: 

 

-- “Você me humilhou!”--   “Humilhei não, doutor, apenas estou fazendo o meu trabalho.”

--  “Vou te matar”

--  “Não me mate, tenho um filho pra criar, não me mate, por favor.”

 

Trecho reproduzido do blog Paulopes.

 

Após matar o trabalhador,o juiz Pedro Percy Barbosa de Araujo ficou "preso" em uma unidade do Corpo de Bombeiros do Ceará,ganhando aposentadoria de 16 mil reais por mês.Enquanto a família do trabalhador assassinado pelo magistrado,continua à míngua até hoje.

 

E depois disso,a divindade do juízes parece que vem se confirmando sempre em cima de trabalhadores em exercício. Primeiro, o juiz que matou o trabalhador no Ceará,depois, o juiz numa via pública carioca,que mesmo estando todo errado,conseguiu destruir a carreira de uma agente de trânsito no Rio de Janeiro,em pleno exercício do trabalho de fiscalização da Lei Seca.Na sequência, o juiz escravagista que deu voz de prisão a um trabalhador no aeroporto no estado do Maranhão,e agora, o juiz Bruno Monteiro Ruliere, da Comarca do município de Saquarema,no Rio de Janeiro,que invadiu uma unidade militar dos Bombeiros carioca com comportamentos agressivos e aos berros,tentou prender na marra os militares da guarda. O caso está sendo divulgado em vídeo na mídia em todo o Brasil e no mundo, para que não haja dúvidas de que a síndrome divina tomou conta de alguns membros do Judiciário brasileiro.

 

Até antes era carteirada em local público,mas agora a coisa é mais grave,não que o assassinato do trabalhador pelo magistrado que aconteceu no Ceará,seja menos grave,não,pois no caso do assassinato,foi o juiz forçando uma entrada não autorizada no supermercado após o expediente ter sido encerrado.Aqui,teve uma gravidade maior,por se tratar de uma invasão a uma Unidade Militar,onde a guarda tem pleno direito de se defender e impor à ordem a qualquer custo. E não se peita e põe o dedo na cara de ninguém,quanto mais de um comandante da guarda.Ali, o direito total está com ele. O comandante da guarda é responsável pela proteção dos subordinados a ele,defesa, ordem e disciplina do local,onde sob nenhuma hipótese é admitida fraqueza do militar diante da baderna e desordem que porventura aconteça no interior do Posto da Guarda; seja de quem for,tem que ser neutralizada,ou o comandante da guarda,com certeza, será punido.

 

Com exceção de uma acusação criminal comprovada,o comandante da guarda é a maior autoridade no Posto da Unidade,e nenhuma carteirada seja de quem for,vai suprimir à autoridade do comandante do Posto da Guarda.

 

Sendo assim,a Justiça Militar,precisa fazer umas visitas a alguns juízes para que eles entendam que quando se trata de uma linha militar,há que se respeitar certos marcos divisórios,e transpassar essa linha sem autorização da guarda,fazer ameaças aos berros e agredir o comandante do Posto Militar,é muito perigoso,pois ânimos acirrados dentro de uma Unidade Militar,que mesmo sendo de Bombeiros,possui armamento, e tragédias podem acontecer,pois o comandante da guarda tem à obrigação de defender o  Posto da Guarda a qualquer custo,se assim for necessário.

 

Invadir um supermercado com um vigia desarmado é uma coisa,mas invadir uma Unidade Militar,é arriscado.E o conselho aos incautos é nunca tentar isso.

 

Se a síndrome divina não for contida,daqui a pouco,vai ter juiz invadindo as entradas dos quartéis federais pra prender às guardas em exercício nos postos de entrada das OMs. Duvidar? Se matam trabalhador ,o que mais se pode esperar?

 

Fonte: O Dia

http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-12-18/vereador-vai-ao-cnj-contra-juiz-envolvido-em-confusao-com-bombeiro.html