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ANTENA FLUMINENSE DE NOTÍCIAS

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SE O CHILE FAZ QUESTÃO, O BRASIL ABRE MÃO.

por Cimberley Cáspio, em 13.08.15

Por Nuestromar.com - editado p/ Cimberley Cáspio

 

Imagem: guiamaritimo.com

 

Nesse mês de agosto, Bolívia e Brasil avançarão mais um passo em direção à saída para o mar, em favor do país andino. Com a viagem de uma delegação de técnicos bolivianos a Brasília,os dois governos, colocarão em prática, os detalhes do acesso ao porto atlântico de Paranaguá, acordado  para 25 anos.

 

O acesso à Bolívia até o porto de Paranaguá foi planejado em um tratado assinado por Brasília e La Paz em agosto de 1990, mas o governo brasileiro levou 15 anos para mandá-lo para a Câmara dos Deputados, por razões que "ninguém consegue explicar", disse o senador Roberto Requião.

 

Na Câmara, o acordo levou uma década e foi finalmente aprovado em junho passado, e depois foi para o Senado, que "só precisa de 15 dias" para ratificar, disse Requião.

 

Com o acordo de 25 anos, a Bolívia terá acesso a um "entreposto franco" no porto de Paranaguá, considerado um dos maiores terminais de grãos na América Latina, localizado no sul do estado do Paraná.

 

Com isso, a Bolívia terá acesso direto ao Oceano Atlântico, e será capaz de operar importação e exportação, e diversificar o seu comércio.

 

De acordo com Requião, os detalhes logísticos serão discutidos pela missão técnica da Bolívia durante esse mês de agosto em Brasília, com funcionários do Ministério dos Portos e do Ministério dos Transportes.

 

Requião disse que os primeiros contatos já foram estabelecidos, quando o vice-ministro de Comércio Exterior e Integração do Ministério das Relações Exteriores da Bolívia, clarems Endara, discutiu o assunto com funcionários do governo brasileiro durante a última cúpula do Mercosul.

 

Durante décadas a Bolívia trava batalhas diplomáticas contra o Chile,reivindicando o  acesso perdido para o Oceano Pacífico, que passou à jurisdição chilena na guerra do século XIX, e o caso foi para Haia agora. O Chile considera que o tribunal internacional não tem jurisdição sobre a questão.