Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

ANTENA FLUMINENSE DE NOTÍCIAS

Notícias e atualidades

UBER, A ESPADA ENCRAVADA NA EXPLORAÇÃO DAS COOPERATIVAS DE TAXI.

por Cimberley Cáspio, em 11.05.15

Por Cimberley Cáspio

 

Imagem: horasperdidas.mmotales.com.br

 

 

“Para operar, o taxista precisa de licença, que é um ‘bem comercializado por valores altos." Quando chega o aplicativo Uber, cujo serviço independe disso, toda essa cadeia de valor agregado das cooperativas, é colocada em risco”, observa a coordenadora do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação da FGV Direito, Mônica Guise Rosina.
Apesar da venda de alvarás ser proibida, essa licença chega a ser comercializada, segundo taxistas ouvidos pela reportagem, por cerca de R$ 120 mil,podendo chegar a R$ 200 mil" O Estadão.

 

E depois,essas licenças,são  terceirizadas à motoristas-auxiliares,que trabalham em regime de semi-escravidão, pagando diárias semanais do aluguel do carro absurdas,que no mínimo custam R$ 100,podendo chegar a R$ 230, a diária,além de pagar também valores mensais a cooperativa,que em algumas delas,chegam a 500 reais por quinzena,1000 reais por mês.Jogando também para o motorista-auxiliar,50% da manutenção do carro. Óleo e pneus,não entram,sendo estes,responsabilidade total do motorista-auxiliar. Sem falar,que as vagas nos pontos,podem chegar a 40 mil reais,dependendo do tamanho da cooperativa,em números de unidades. Só a vaga,separada do valor do alvará.

 

Uma minoria de taxistas,usam as licenças para realmente trabalharem. Alguns negociam imóveis,ou compram os alvarás,através de alguma indenização recebida. Enquanto outra parte,não só terceirizam,como também,possuem até mais que uma licença, podendo ser,políticos,empresários,ou até mesmo policiais. E terceirizando,vai vivendo da exploração alheia,com o beneplácito do poder público municipal.  Se não tiver o dinheiro para comprar uma vaga,trabalha de forma circulante,buscando passageiros pela cidade. 

 

Diante da extrema exploração por parte de detentores de licença de taxi,que exploram motoristas-auxiliares,o serviço de taxi,se transformou numa espécie selvagem de captação de receita. É pressão ao pé da letra.

 

Se por algum motivo,o motorista-auxiliar não pagar a cooperativa,ou,não tiver completado o dinheiro do aluguel do carro na semana, o dono do carro,detentor da licença,toma o carro de volta e o motorista-auxiliar,fica desempregado sem direito à nada,e mesmo assim,terá que pagar à divida que porventura tenha ficado,em relação a falta de algum complemento ,seja para à cooperativa,seja para o dono do carro. Não há misericórdia. Além de explorar o infeliz,cobra até 10 reais,se for o caso. Se a dívida não for paga,o motorista-auxiliar,não consegue trabalhar em outro taxi,e nem mesmo em outra cooperativa. 

 

E para que o motorista-auxiliar de taxi,possa ter  também a sua licença,e se livrar da opressão das cooperativas,o poder público municipal,além de exigir um absurdo de documentos,que tem como objetivo,dificultar o acesso às licenças,o motorista-auxiliar precisa levar uma carta da cooperativa,para provar que está trabalhando na praça. E por causa disso,por causa dessa carta,muitos motoristas-auxiliares,se sujeitam a semi-escravidão coorporativista  dos detentores de licenças,ou autonomias.E aí,é o salve-se quem puder,se for corrida pequena,se despreza,para que esteja livre pra corridas de maior distância,a fim,de poder estar com os valores exigidos nos dias marcados,pelos donos dos carros e pelas cooperativas. 

 

Devido toda essa pressão,o serviço de taxi,tende a ficar de ruim para pior,pois a qualidade do atendimento tem que ser posta de lado,para priorizar o compromisso de pagamento "aos donos desse trabalho". Não há argumento e desculpas,para a falta de qualquer valor comprometido na semana,ou na quinzena,por parte do motorista-auxiliar de taxi. Pagou,continua dentro.Não pagou,tá fora.

 

Lembrando que alguns detentores dessas licenças,são políticos,empresários,e até policiais.

 

Diante disso,o serviço de Uber,só tem a crescer,pois além de não explorar o motorista,propicia uma renda digna, aliviando o motorista das pressões das cooperativas,que com isso, retorna num bom atendimento ao cliente,priorizando à qualidade. Sem pressão e renda,aumento da qualidade.Com pressão e sem renda,detrimento da qualidade.